sábado, 26 de julho de 2008

Amanhã



Num futuro não muito distante, quando os carros voarem, vivermos na Lua e quando a mulher governar o mundo, não só estas coisas, como muito outras vão estar diferentes.

Numa recente alucinação, «um amigo» (chamemos-lhe assim, lol), fez uma viagem pelo espaço contínuo até ao futuro.

Agosto de 2008('Tá bem! Não é assim tãããããão distante como isso): Atarracado Bar, o mais badalado da Merdalêja, já era conhecido pela inovação tecnológica instaurada pelo Sócio-Gerente, Albertino Xtilozo, Unipessoal, Lda. A sua visão periférica futurista tornou o Atarracado, o bar mais conhecido do paí…, da regiã…, da zon…, pronto, vá, da rua! Aliás, o Atarracado foi o primeiro bar a ter sistema de fumos na pista de dança (fazia-se a fogueira no centro , mas com folhas de eucalipto verdes), isto em 1926.

Bem!!! Voltando ao meu «amigo». E não é que o sacana apanhou uma grande moca de erva gramínea**** (isto não era para dizer), a verdade é que o gajo tem uma máquina do tempo (erva) que o leva a realizar viagens extraordinárias (moca), e numa dessas viagens (moca) foi até ao mês de Agosto do ano 2008. Merdalêja, Atarracado Bar, Pista 14 (a desculpa dada é que as outras 13 pistas estão em remodelações e foram para a oficina), o meu «amigo», de nome…Zé (original, não?), senta-se no «puff», à sua frente um «laptop» (portátil). Carregou num botão e o portátil retirou-se muito gentilmente. À mesa chega um empregado de mini-calções «pink» e uma t-shirt que aparentava ser do sobrinho recém-nascido. Atrás de si,a canzoada lá da rua a cheirar-lhe o cú, sabe-se lá porquê. Pergunta-lhe o que quer, mas como o Zé tava era ganzado como tudo, não bebeu nada porque era uma alucinação. O mé Zé olha em volta e vê um grupo de pessoas na dança do robot (o gajo tava mesmo pedrado. O robot é dos anos 80. hehehehe) continua num próximo capitulo...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Insónias










A alegria não me deixa lamentar.
A felicidade não me deixa chorar.

A preocupação não me deixa sossegar.
A irritação não me deixa acalmar.
A indignação não me deixa perdoar.
A dúvida não me deixa acreditar.

A excitação não me deixa pensar.
O cansaço não me deixa trabalhar.

E a merda do café não me deixa dormir!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Sala de Leitura

Está cada vez mais provado que a grande maioria dos portugueses lê na casa de banho! Até não tem nada de mal, ler enquanto se caga, não fosse o facto de alguns governantes o fazerem e depois andarem com ideias de merda. Sem dar grande importância a isso, até porque se a maioria dos votantes não dá, ninguém deve dar, vamos ao que realmente importa: as moscas! Pois, começando pelo princípio, um qualquer político senta-se na cagadeira, puxa da Maria, dirige-se rapidamente à secção "Correio Sentimental", lê a primeira questão, revira os olhos e formula uma resposta e, agradado regressa para ler a resposta dos especialistas. Faz o mesmo com as restantes perguntas.

Depois de vistas muitas das suas dúvidas respondidas, passa para o guia de TV, lê a programação de toda a semana, de todos os canais, e depois regressa ao início da revista e recomeça daí. Já se passaram praí uns 20 minutos, mas ainda não acabou! Lida toda a revista passa-se uma hora ou mais, e o poito ali pendurado, p'las barbas do cu, sem atenção, esquecido. Nas proximidades rondam moscas atraídas pelo doce, suave e apetitoso odor do resto de cagalhão que ficou retido no emaranhado de pintelhos do cu. Provavelmente já o rego está carregado de larvas, protegidas pelo amor maternal de suas mães moscas, que tudo irão fazer para que sobrevivam àquela experiência apenas para morrer à traulitada de um mata-moscas.

Sem se aperceber dessa actividade, o indivíduo pega no papel higiénico, tira-lhe meio metro, dobra-o e, enfia-o no cu. Enquanto esfrega energéticamente o rego e faz uma cara rídicula de prazer, as moscas afastam-se apavoradas, mas voltam. As moscas voltam sempre, e não sabem fazer mais nada senão rondar. E então, rondam. Depois, mais uma esfrega e, no meio do esfreganço o papel rasga-se. Um dedo roça na merda. Em desespero, saca dali a mão com violência e com violência bate no rebordo da sanita. Doeu. Instintivamente, e numa tentativa apressada de aliviar a dor, a mão voa para a boca e ele chupa, e chupa, depois cospe, e cospe, e sai uma nova ideia para melhorar o nível de vida do português.
O cu é limpo, a ceroula e a calça, puxadas para cima, as mãos são lavadas (com gel hidratante por causa do calo), e a Maria reposta no cesto. As moscas essas, rondam e rondam, esperando ansiosas pela próxima visita.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Em um belo dia de sol...

Em um belo dia de sol, a passear ia Gustavo, de mão dada com um ananás. P'la estrada fora, sem preocupações na vida iam eles, até que de repente, avistaram um, um, um... ...um morango. Um morango que se juntou à sua caminhada em busca da Felicidade.
Faz a curva, pula a pedra, salta, salta, salta... A andar, a correr, a pular, lá foram eles a passear. Passados praí uns... (ora deixa lá ver...) dois minutos, pararam para descansar. Tinham de ter em conta que o morango era pequeno.. E num banco de jardim se sentaram!
Muito descansados estavam eles, eis que não quando, ao de longe, uma nuvem se avistava!! Correram às voltas, doidos pareciam eles. Para a esquerda, para a direita, para um lado, para o outro, esbarravam aqui, esbarravam ali, a loucura estava instalada!! Enfim... ninguém sequer se levantou. Era um autocarro! O que vinha dentro do autocarro é que era preocupante, mal sabiam eles! Era o motorista!!...
...e não só. Vinham, no banco de trás, (aquele, o mais roto, o mais sujo, o mais vandalizado), dois pimentos e, para mal dos seus pecados, uma malagueta! Tal não foi o espanto quando, sem avisar, assim tipos, do nada, eles saem naquela paragem. O ananás perdeu o ácido, o morango as sementes, e o Gustavo, o Gustavo ficou impávido e sereno que nem herói de Banda Desenhada (na realidade congelou de pavor). Nisto um dos pimentos, o mais verde, vai até perto do morango, levanta-o no ar, joga-o ao ananás e, como se fosse para cair nas graças dos companheiros diz:
- Toma lá moranguinho!!!
Ao assistir a tal acto, num momento de raiva incontrolada, o outro pimento, o mais vermelho, maduro, joga-se ao companheiro, arranca-lhe o caule, dá-lhe uma dentada e cospe em sinal de desrespeito (sabia era mal que se fartava), atira-o ao chão, pula em cima dele como se fosse um trampolim, deixando-o não verde, não amarelo, mas roxo, roxo como pimento.

Não!!!! É tudo mentira!!! O que aconteceu na realidade foi..........

Estava a chover!! Alberto, observava da sua janela as pessoas que lá fora fugiam; os cães fugiam, os gatos fugiam, os pássaros fugiam, os rinocerontes, esses nem vê-los, enfim... tudo era agitação. Tudo por causa da chuva. Porquê? Porque não era uma chuva qualquer. As nuvens apresentavam uma cor esverdeada, as gotas, ao tocar em qualquer tipo de superfície, picavam como se de ferrões se tratasse. Ao horizonte avistavam-se mais nuvens, mas estas eram diferentes. Carregadas, escuras, pesadas, imponentes, feias... Libertavam uma espécie de vapor que, combinado com a chuva ainda parecia mais denso, mais condensado...
Alberto não se mostrou muito preocupado. Estava sob a protecção do seu lar...

Na realidade, isto também é mentira!!!