quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Fulano sem Beltrano nem fundo no pacote

foto cedida por: eyeofindia.com
NOTA: O gajo contido na imagem não é o mesmo da história
e não presta serviços ao domicílio
Os banhos de imersão são, de facto, algo de fantástico. A paz, o sossego, o descanso, são resultados inevitáveis, desse modo de lavagem corporal.
Existem acessórios ou extras que se podem usar como companhia nos banhos de imersão. Há quem use pétalas de rosa flutuando na água encardida da banheira, talvez pelo aspecto estético, talvez pelo cheiro, ninguém sabe. Usam-se pétalas de rosa nos banhos de imersão, simplesmente porque sim. Há quem leve o belo do charuto e aí, é só fumegar, e também há quem não dispense a garrafinha do "Campagne" (sim, "Champagne", porque Champanhe seria à português, logo, à bruto).

Então, dito isto, vai o Fulano para a sala de banho, enche a banheira, faz todos os preparativos para tornar aquele momento um dos mais inesquecíveis da sua vida:
- A caixa dos charutos cubanos (Cuba, Alentejo, como é óbvio);
o Champagne (um espumantezinho do Pingo Doce) e;
as belas das pétalas de rosa (do chinês).
Descasca-se, entra na banheira. Um pé de cada vez, primeiro o direito porque eu quero, e depois o esquerdo. Logo ao tentar sentar-se, sente um enorme desconforto por ter entalada no rego do cú, uma pétala de rosa, e das de plástico, o que torna o desconforto maior. Não obstante, segue determinado na sua demanda pelo relaxe. Deita-se. Tenta alcançar a sua caixa dos maravilhosos charutos, mas como a água não é conhecida pela sua aderência, deixa-a cair dentro da banheira. Agora, não são só pétalas de rosa, mas também pétalas de tabaco misturado com folhas de azinheira, que o tabaco está caro. A coisa está-se compondo. Ainda há poucos minutos, tinha uma água limpída e translúcida, agora tem um líquido de côr meio acastanhada, com pedaços de plástico duro flutuando na sua água benta.

Depois de muito chapinhar, consegue resgatar um charuto que, apesar de encharcado, permaneceu intacto. Finalmente, recosta-se. acende o charuto e dá um bafo. Joga o fumo para o ar. Agora apetece-lhe um golito de Champagne mas, infelicidade das infelicidades, também está longe. Não faz mal. Nas redondezas encontra-se uma garrafa de Frize Limão que, por sinal até está fresquinha, e como faz as bolhinhas e tal, serve perfeitamente. Dá um golo. "Ahhhh, que marabilha!!" No meio de todo aquele deleite, sem que nada o fizesse esperar, das negras profundezas da banheira, eis que é libertado um bem sonoro e borbulhento peido, seguido de mais alguns, transformando momentaneamente a sua discreta banheira no mais energético dos jacuzzis. O Fulano não se fez de rogado ao esboçar um leve sorriso, enquanto os gases lhe roçavam o rego do cú, mas assim que emergem à superfície e explodem em toda aquela arredondada magnitude, o odor a excremento fecal apodera-se da casa de banho. O Fulano, sem puder fugir, ficou verde com aquele cheiro nauseabundo. Ainda em recuperação do fedor que o circunda, a criatura sem cor de gente continua a sua missão de relaxamento total quando, de repente, avista um corta-unhas por perto, pensa que este não será o momento ideal mas, mesmo assim não resiste em dar umas naifadas nas suas garras enrrugadas, encaracoladas e cheias de sebo. Já em posição, começa a serrá-las, mas a dureza é tanta que o obriga a utilizar mais força que o normal, e não consegue segurar os estrondosos peidos que se vão soltando uns atrás dos outros, como se de uma concertina de panelas velhas se tratasse.

Por fim... Silêncio! Paz! O concerto acabara! O Fulano respira de alívio, inspirando a última réstia de mau odor que libertara... e relaxa.
De facto, há momentos que não podem passar sem certos acessórios, como o referido. Mas também há momentos em que se proíbe a utilização de extras. Que o diga o Fulano. Especialmente quando achou que o melhor para acompanhar a bela da Frize Limão era uma torrada. Pois é que a torradeira não partilhava da mesma opinião, e o Fulano soube disso quando, de livre e espontânea vontade, a torradeira decide tomar ela também, um banho de imersão.
São momentos de lazer, para um dia recordar, isso são!!

NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

1 comentário:

Maryline disse...

resta me saber como tomas tu os teus banhos de imersao!