sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Três e meia da manhã

Cedo me deparei com a desarrumação de toda a casa. A noite anterior havia sido movimentada. Lembro-me que o álcool foi, sem qualquer dúvida, um componente desinibidor.
Regressámos a casa pouco passava das 2 da manhã, não completamente bêbados, mas tocadinhos, diria. A casa tinha sido arrumada nesse mesmo sábado de manhã, como é costume, seja por um, seja por outro. E dava gosto entrar na sala e ver tudo no seu respectivo sítio, entrar na cozinha e ver a loiça lavada, seca e guardada, entrar na casa-de-banho e não ver roupa suja espalhada pelo chão, entrar no quarto e ver a cama feita e a roupa dobrada e guardada nas gavetas. Já há muito tempo que o nosso trabalho não nos permitia realizar estas duras tarefas, limitando a nossa acção à limpeza básica do lar. Para celebrar, e porque há imenso tempo que também não o fazíamos, à noite fomos sair, fomo-nos divertir... Fomos pós copos!!!

Muitas bebidas, mas não demasiadas, foram cruciais para a onda de excitação sentida ao nos apanharmos sozinhos, finalmente só os dois, ali, naquela casa vazia, para o culminar de uma noite, um dia, perfeitos, longe de preocupações e tristezas.
Um beijo apaixonado ainda à porta de casa foi o acordar de sensações já quase esquecidas, um relembrar dos bons momentos vividos em dias que já lá iam! Outro beijo! Este ainda mais apaixonado, já deitados no sofá, e já sem a parte superior das roupas que nos cobriram a noite toda, desde que saímos para a "night".

Nada de confusões ou multidões. Uma saída calma, relaxante com quem realmente interessava, os verdadeiros amigos. Aqueles com quem se pode contar para uma noite de copos, como para uma noite de necessidades. As conversas e risadas fluíam, mas a nossa troca de cúmplices olhares, era por demais evidente que partilhávamos o mesmo pensamento: - "Vamos embora!" - A resto de noite que se avizinhava já estava presente nas nossas mentes, nos nossos corações.

Da sala para o quarto poder-se-ia encontrar um rasto de roupa espalhada pelo chão, e aí, no quarto, onde até há segundos reinava silêncio, ouviam-se agora beijos apaixonados por entre o remexer de lençóis. O som  não era estranho áquele quarto. Sim, na realidade já aquela divisão havia assistido a muita sessão de amor, mas agora relembrava com emoção esses momentos pertencentes ao passado.
E o prazer durou o que à hora do quase êxtase, pareciam minutos, mas que depois já pereciam pareciam horas.

O relógio despertador, morador da minha mesa de cabeceira marcava 3:15 quando, já com o fôlego quase completamente recuperado, nos levantámos para refrescar - Estava calor, naquela madrugada. Eu fui logo para a cozinha preparar um copo de sumo, ela ainda fez uma paragem pela casa-de-banho. Bebi o sumo, e enquanto emborcava o copo, reparei que o relógio de parede da cozinha marcava 3:18 da manhã. Despejei um pouco de sumo para ela, no mesmo copo, e regressei para o quarto, agora novamente num silêncio assustador. Deitei-me a olhar para o teto. Ouvia o remexer de algo fora do quarto, vi uma sombra a acelerar pelo teto, pensei: " Vem aí. Deixa-me colocar numa posição sexy, pode ser que haja uma terceira ronda" - olhei para o despertador e marcava 3:27. Lá encontrei a posição, sexy mas não desconfortável, e esperei. Outra vez a tal sombra no teto, mas nada à entrada do quarto, e o remexer há já alguns minutos que não se ouvia...

Continua...
NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Exactamente isso!

Olá, sou estúpido!
Pois é! 21 anos de existência, e a única conclusão que consegui tirar sobre mim foi esta! E é tudo muito simples e fácil de explicar: Eu sou estúpido porque sim. Podem pensar que isto não é uma explicação lógica, mas se sou estúpido, desde já afirmo que não posso ter explicações lógicas. Para mim, quando perguntam:
- Então mas porque és assim?
A minha reposta só pode ser:
-Então... Porque sim!

Faz parte de ser estúpido não ter argumento para explicar a nossa opinião.
Pronto é só isto. Já leste tudo? Já? Tens a certeza? Não mintas a ti próprio!!!
Se achas que já leste tudo, continuas a ler porquê?
Isto é um texto estúpido, qual o interesse?
Descobriste alguma coisa neste texto relacionada contigo?
Vá já! Chega. Para de ler!
Se paraste de ler também és estúpido. Se eu tivesse a ler já tinha parado!



NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O que é a economia?

Respondendo muito rapidamente à pergunta que muito graciosamente ocupa  o lugar do título: Economia é a dita ciência que pressupõe o empobrecimento de uns para o enriquecimento de outros.

Assiste-se cada vez mais a este fenómeno no nosso país, mas não é isso que devia preocupar. O que é realmente preocupante é:
- Onde vamos brincar ao Carnaval este ano?
Pois é que com esta crise...
1º - Não há grande disposição para brincadeiras;
2º - Não há dinheiro para máscaras;

Felizmente temos dezenas... centenas de fatos low-cost espalhados pelas instituições de caridade que nos inundam as caixas de correio de publicidade. Não sei... Parece-me que, de acordo com a definição de economia, isto vai estimulá-la.
De alto a baixo!

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Os meus problemas do coração

Antigamente as mulheres ficavam em casa, não iam para os cafés fumar.
Antigamente as mulheres ficavam em casa a fazer o jantar, não reclamavam que os maridos não as levavam a jantar fora.
Antigamente as mulheres ficavam em casa a cozer as meias dos maridos, não as compravam como prenda de Natal.
Antigamente as mulheres ficavam em casa a tricotar camisolas de lã para os filhos, não as iam comprar a lojas de marca.
Antigamente as mulheres ficavam em casa no almoço, não iam votar e estragar papel.
Antigamente as mulheres ficavam em casa a fazer bolos, não se depilavam nem maquilhavam.
Antigamente as mulheres ficavam em casa a educar os filhos iguais aos pais e as filhas iguais às mães.
Antigamente não se falava em crise!

Daqui deduzo em conclusão que as pizzas de atum caseiras têm pouca cebola.


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