segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Serenata

Sorte maldita! Atroz caquêrada nos entrefolhos! Impiedoso coice nos atafazes!
É como leite que derrama, como o ovo estrelado com a gema sólida, como o guisado queimado...
Raisparta este mundo! Raisparta esta vivência sem sentido, em que o único propósito continua uma incógnita! Raisparta o Homem, que faz sofrer! Raisparta o animal, que sofre! Raisparta o pão bolorento! Raisparta o copo vazio! Raisparta o raisparta!!!!!!
NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

sábado, 30 de outubro de 2010

Era uma vez

Era uma vez... Bem. Supostamente é assim que deve começar qualquer história! Em vez disso, não! Não esta! Esta começa assim:
Eram duas vezes...
... Numa dessas vezes, diz que aconteceu uma vez (nessa altura pela primeira... vez!), um acontecimento. De seguida vieram mais e aí sim, se tornaram vezes.
Na outra dessas vezes, foi o caos. Começou a multiplicação com o vezes. Do um vezes um, ao nove vezes nove, prefazendo um total de 1705.
Em 1705 não se passou nada de relevante para inserir neste post deste blog, no entanto se contarem o número de vezes que eu escrevi vezes, contarem o número de vezes que escrevi vez, contar o número de linhas até agora (AGORA!!!!), depois somar tudo ao 1705, e no fim subtrair a esse número, 29,  poderão constatar que aí sim, já existem vários acontecimentos relevantes para o público em geral e para ti, em particular:
- Nascem Sugar Ray, famoso pugilista norte-americano, Filipe La Féria, encenador português; morre Boticelli, famoso pintor italiano; e, para acabar com o sofrimento e irem trabalhar mais um pouco, jantar, dormir, ou mesmo cortar as unhas dos pés, eis que também a Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde retira a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, sendo que também é comemorado o Dia Internacional contra a homofobia, e da Internet.
Beijinhos e abraços, chochinhos e amassos!!!

NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Reload...

Our re-encounter twenty years later was, in fact, a very pleasant surprise. When I least expected, in one of those moments i often had, when I was not thinking about her, this girl came to me and said: “Hi, do you remember me?” - My heart jumped out of my control, my hand got instantly sweaty, I felt a mix of joy and terror, and I sincerely believe my cheeks went red for an instant.
“Of course I remember you!” - How could I forget the most beautiful girl I’ve ever seen? And she was even more beautiful then what I remembered.
At first we were both so nervous that our thoughts ran over the words that were trying to get out of our mouths, and only after a while did our conversation started to make any sense. Our actual life were the main subject - Where we married? Did we have kids? Where were we living? Then... the Past! Our past together was somewhat happy but painful as well. Not only for me, but for both. Maybe even not noticing it, we missed one another. And maybe, maybe... we spent the last twenty years waiting for the other.
The weeks went by and we agreed not to let more twenty years separate us. So we did. Even at the distance, we kept contact, talking and messaging every day. Why? We were soon to find out.


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Doutores da treta


Quem já cometeu o erro de fazer da sua experiência de vida, a vida dos outros?
Acredito que todos nós, uns mais, outros menos, já presumimos que o que é bom para nós, é bom para toda a gente, mas são os nossos amigos que levam com os nossos “disparates”. E quando se juntam duas pessoas em que uma não tem o dom da audição, e a outra carece do dom da aceitação, tá o caldo entornado. Dá chatice.
Para quem não sabe, isto é um cocharro. É de cortiça e provem de um nó do tronco de sobreiro. Serve para para beber água. Era muito encontrado na fontes.
Os supostos senhores doutores que pensam que sabem tudo só querem que os amigos sigam os seus conselhos visto que resulta. Mas para esses mesmos supostos senhores doutores!
Os queixosos queixam-se e, supostamente, procuram soluções, e só eles é que sabem como são e o que sentem. É verdade! Mas um passarinho disse-me que custa julgar-se certo nas suas convicções e não ter uma reacção afirmativa da outra parte. E será que é necessário sentir essa reacção? Em determinadas alturas, aquelas mais críticas, diria que sim. “Eu é que sei!” Mas noutras, aquelas, como esta, a frio, analisando o outro ponto de vista, diria que não. Diria mesmo que “cada pessoa sabe de si, e Deus sabe de todos!” – mas não digo que sou ateu.
Se por um lado o passarinho se interroga porque raio o amigo não aceita os seus conselhos, já que nem são esquisitos, nada de prejudicial à saúde, nem estranho - se não resulta pelo menos seguiu bons conselhos – por outro, porque raio há-de insistir com outro adulto, que só por si já se sente horrivelmente mal, numa mudança que essa pessoa não está disposta a fazer, até porque não acredita que é a solução para si?

Normalmente acontece isto entre amigos, em que um precisa de algum tipo de ajuda, e o outro disponibiliza-se a ajudar:

- Aiiiii!!!!! Tou mesmo mal. Doi-me tanto a mão.
- Não te sentes em cima dela, ora!!
- Não digas disparates. Isso comigo não resulta. Quando me doi a mão, doi mesmo e não há nada a fazer.
- É pá!! Então… Toma qualquer coisa para as dores, enquanto pensas numa solução mais viável.
- Não sejas ignorante. Não há solução para isto.
- Então merda!!! Corta a mão!!!!
- Lá tás tu com as tuas coisas!!!!

Aqui a dor na mão não desapareceu, e os amigos chateiam-se, sendo que o suposto senhor doutor não ajudou em nada, pelo contrário.

Por outro lado, uma conversa saudável entre amigos, em que um precisa de algum tipo de ajuda, e o outro disponibiliza-se a ajudar, seria:

- Tou mesmo mal. Aiiiii!!!!!!! Doi-me tanto a mão.
- Pois. Então vai a um médico, ou faz o que costumas fazer, nessas ocasiões.
- Yá.

E aqui ficamos felizes porque não houve chatices, embora a dor na mão permaneça.