segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ladrão que rouba ladrão

Não posso ligar o e-mail, Facebook, Google Reader, televisão que logo sinto ficar mais leve. É uma ilusão porque, na realidade, não é preciso saber das notícias para sentir a carteira a esvaziar.

Isto há já muito que dura, mas não sei se é da ganância, se é da escassez, mas...
... parece que cada vez roubam mais. Ou será que cada vez temos menos, o que parece mais?

No entanto, uma dúvida persiste na minha conturbada mente.
É a Europa que rouba, e o governo o roubado? É o governo que rouba ao povo? Ou à Europa? É o povo que roubou ao estado e agora é roubado? É o que foi roubado que roubou enquanto o roubavam?

Não sei. Mas uma coisa sei:
Todos nós aqui presentes vamos estar por cá daqui a 100 anos a tentar responder a esta questão.

"Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão"

© Joel Santinho

NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sonhos Engarrafados - Parte 2





Os carros apitam desalmadamente lá fora. As pessoas gritam umas com as outras nas ruas lá em baixo. Para além da porta do apartamento um casal discute em alto e em bom som. Ouço, inclusive, o barulho de objectos a chocar uns contra os outros, e mesmo contra as paredes, mas já estou habituada. É isto todos os dias!
Mudo de roupa enquanto continuo atormentada com a mesma interrogação: Como rasguei a minha saia? De onde vieram uma cuecas azul-marinho que, claramente, não são minhas? Como fiquei com as minhas botas pretas todas sujas de lama? - Tudo o que vejo ao fechar os olhos é uma enorme ausência de acontecimentos durante a noite passada. Isso e o cabrão do pássaro que me cagou mesmo no meio dos olhos, há pouco. Mas tenho de, pelo menos, tentar descobrir.
O que faço? Posso começar por tentar descobrir como fui parar aquele descampado, até porque não conheço ninguém por aqui. Ainda não consegui encontrar trabalho, não fiz amigos. E a minha família está muito longe.
A promessa de uma vida repleta de prazeres ficou-se só por isso: uma promessa! Mais uma por cumprir.
Enfim... Há que seguir levantar o queixo e seguir em frente. Hã? Um chupão? No MEU pescoço? Como? Quando? Quem? Estou seriamente preocupada com o que me poderá ter acontecido ontem à noite. E não tenho ninguém a quem perguntar. O melhor é ir para a rua e tentar desanuviar. Tentar esquecer o que me atormenta pelo menos até me passar esta horrível dor de cabeça.

continua...


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Novas/Velhas Oportunidades

O Programa "Novas Oportunidades" vais acabar.

De facto, a partir de agosto já não há "Novas Oportunidades" para ninguém. Tem lógica, já que as "velhas" oportunidades já há muito que acabaram, também.
Bom, mas o que interessa é que, quem aproveitou para aumentar o seu grau académico, tá safo, quem não aproveitou, ainda o pode fazer até agosto. Se quiser!
Pois acho que há quem possa precisar, quem precise, quem ache que precisa e quem não ache que precise.
Numa recente reunião entre formador e formandos, foi passada esta informação (a do término do programa), pelo que foi dada a hipótese de acabar a formação ou desistir. Até aqui, tudo bem. As respostas é que estranham (a meu ver). Se há quem não ache que precisa (porque na realidade este programa até é uma bela de uma tanga, no que à formação profissional diz respeito, mas a nível pessoal, é mesmo enriquecedor.
Dizer "Eu não preciso de nada disto" é o primeiro passo para se aperceber que realmente precisa. Mas tal não acontece. Pois estas pessoas não gostam de aprender (talvez por se terem convencido que já sabem tudo), e muito menos gostam de ensinar. São do tipo de pessoa que gosta de partir tijolo à cabeçada.

Sugiro:
- A criação de muitos postos de trabalho, aliviando o fardo da Segurança Social (S.S.)
- O contributo para o desenvolvimento do país, aumentando a produção
- A criação de um método amigo do ambiente com a redução de gases tóxicos para a atmosfera
Como? Simples!
É dar trabalho a estes marretas que gostam de partir pedra com os cornos e que, claro está, estão no desemprego, diminuindo drasticamente o uso de explosivos e gruas para a demolição de edifícios.
50 marretas a receber um belo de um ordenado - menos encargos para a S.S. - alinhados na base do edifício. Um marreta-mor faz a inauguração da demolição do edifício com a cabeçada de abertura, e logo de seguida, os 50 ex-desempregados pregam com os cornos nas paredes do moribundo edifício até o mesmo cair.


©  Joel Santinho


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tristezas não pagam dívidas

O mundo anda triste. Anda! Mas já dizia a minha avózinha: "Tristezas não pagam dívidas!"
Isto hoje em dia passa-se de um modo esquisito. Ora se há pessoas que só pensam em dinheiro (as que o têm e as que o querem), há as outras que pensam na felicidade ignorando o factor financeiro da sua vida. Claro que nem oito nem oitocentos. Que se arranje um meio termo.
O estado de espírito de cada um é influenciado pelo estado actual das coisas. Não obstante, geralmente há qualquer coisa boa nas nossas vidas às quais podemos dar a maior importância. E essa importância vai influenciar o nosso acordar.
Há quem acorde com sono, sendo que este é um mal geral. Os cinco minutos seguintes são cruciais para o resto do "acordar". O que acontece nesse período de tempo vai determinar o nosso humor para esse instante, por vezes até, para o resto do dia.
Há quem acorde irritado, dormiu pouco, dormiu mal, não vê as razões que tem à sua disposição para sorrir logo pela manhã.
Há quem acorde preocupado. Também este não vê as razões para sorrir e esperar pela altura certa para se preocupar.

Há quem acorde com uma tristeza tão grande que parece que todo o mundo lhe deve dinheiro, ou então, sendo das pessoas que não busca riqueza mas felicidade, parece que os astros estão contra o seu bem-estar.
Há quem acorde bem. Com sono, mas bem. E brinca, e sorri, e quer fazer sorrir, porque tem razões para isso, mesmo que por outro lado não as tenha. Tem!
- Como é que sabes o que é bom? Porque passaste/assististe ao mau!
- Como dás valor às coisas boas? Sabendo que as más existem!
Aqui se passa o mesmo. Acordas bem porque estás bem e sabes que vais passar pelo mau, sendo que é um alívio regressar a casa e descansar o corpo e mente.
Há várias dicas para se acordar bem disposto, sendo que eu acredito que a mais importante é mesmo o querer acordar bem disposto. Ouvir música logo pela manhã pode ajudar. Há quem não acredite, mas o exercício físico e uma boa alimentação também contribuem, e em muito para a boa disposição.
Para muitos estou a ser ingénuo e excessivamente optimista. Que me desculpem, mas esses são os piores. São os que acordam mal dispostos, não fazem exercício, comem mal e dizem que a música é irritante. O pior é que querem continuar a acordar mal, talvez porque gostem, talvez porque é a sua maneira de chamar a atenção.
Eu geralmente acordo bem disposto, e ultimamente, olho para o lado e tenho ainda mais razões para sorrir.
Ninguém é perfeito, mas gostava mesmo eu de seguir os bons conselhos. A vida correr-me-ia bem melhor.
Acordem bem dispostos. Têm, de certeza, razões para isso!


NOTA: Todo o conteúdo deste blog é da responsabilidade de um conjunto alargado de pessoas e respectivas atitudes, que sem muito esforço, conseguiram enlouquecer por completo o autor, provocando uma série de devaneios sem nexo, sem lógica e, definitivamente sem nenhuma razão de ser.